{"id":19638,"date":"2024-08-01T21:18:04","date_gmt":"2024-08-01T21:18:04","guid":{"rendered":"http:\/\/staging.ibermusicas.org\/?p=19638"},"modified":"2024-08-01T21:21:44","modified_gmt":"2024-08-01T21:21:44","slug":"jaqueline-nova-buh-records-peru-2022-2","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/staging.ibermusicas.org\/index.php\/jaqueline-nova-buh-records-peru-2022-2\/","title":{"rendered":"Jaqueline Nova &#8211; Buh Records (Per\u00fa &#8211; 2022)"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cria\u00e7\u00e3o da Terra &#8211; Ecos Pulsantes de Jacqueline Nova<\/strong><br \/>\n<strong>Por Ana Mar\u00eda Romano G. \u2013 Bogot\u00e1, 2022<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao longo da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Nova encontramos um grande fasc\u00ednio pela voz humana, pelos meios eletr\u00f3nicos e pelas combina\u00e7\u00f5es instrumentais mistas, ou seja, aquelas em que os instrumentais ac\u00fasticos se entrela\u00e7am com os meios eletr\u00f3nicos. A obra Omaggio a Catullus possui esses tr\u00eas componentes. Abordou o trabalho vocal sobre um texto latino do poeta Catulo e, mais uma vez, interessou-se em tornar o texto compreens\u00edvel por breves momentos, mantendo a ideia de n\u00e3o torn\u00e1-lo intelig\u00edvel atrav\u00e9s de mudan\u00e7as bruscas ou lentas, dilata\u00e7\u00e3o ou contra\u00e7\u00e3o e outros procedimentos que desmontam as palavras. Na partitura inicial, de 1972, o componente eletr\u00f4nico contemplava a participa\u00e7\u00e3o da transforma\u00e7\u00e3o sonora em tempo real, por\u00e9m ele a revisou em 1974 e nos ajustes descartou os processos eletr\u00f4nicos em tempo real, muito provavelmente por dificuldades log\u00edsticas visto que a estreia estava marcada para fevereiro de 1975 e naquela \u00e9poca ela estava muito doente. Essas modifica\u00e7\u00f5es na partitura original e o pedido enf\u00e1tico de vozes faladas explicam por que a apresenta\u00e7\u00e3o ao vivo foi apresentada por uma companhia de teatro e n\u00e3o por um coral. O texto de Catulo confere \u00e0 obra um car\u00e1ter testemunhal, quase autobiogr\u00e1fico, permitindo que o desespero e a desilus\u00e3o por diversas situa\u00e7\u00f5es pessoais emerjam sem v\u00e9u.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A primeira vez que Nova morou em Buenos Aires foi entre 1967-1968, como bolsista do CLAEM. L\u00e1 ele descobriu um meio musical aberto \u00e0 conversa\u00e7\u00e3o e ao debate. O seu esp\u00edrito curioso permitiu-lhe explorar de forma autodidata o meio eletroac\u00fastico desde muito cedo em Bogot\u00e1: por um lado, nos est\u00fadios da esta\u00e7\u00e3o HJCK fazia grava\u00e7\u00f5es e depois modificava-as com o equipamento de r\u00e1dio; Por outro lado, em casa eu tinha dois gravadores de bobina aberta que tamb\u00e9m experimentei. \u00c9 importante esclarecer que ela n\u00e3o descobriu a eletroac\u00fastica na Argentina, por\u00e9m como aluna do CLAEM teve a oportunidade de trabalhar no Laborat\u00f3rio de M\u00fasica Eletr\u00f4nica em circunst\u00e2ncias que n\u00e3o conhecia na Col\u00f4mbia por possuir um espa\u00e7o adequado exclusivamente para composi\u00e7\u00e3o eletroac\u00fastica. fato que lhe permitiu atingir seu alto n\u00edvel de refinamento t\u00e9cnico que, quando colocado em di\u00e1logo com suas buscas composicionais, a coloca como uma das principais figuras da m\u00fasica eletroac\u00fastica colombiana e latino-americana. Neste contexto comp\u00f4s Opposition-Fusion (1968), a primeira das tr\u00eas obras eletroac\u00fasticas para suporte fixo do seu cat\u00e1logo, outrora designada \u201cpara fita\u201d. Neste trabalho a elabora\u00e7\u00e3o t\u00edmbrica est\u00e1 ligada ao comportamento espectral dos materiais gerados com os osciladores e os tiros dos microfones que se articulam buscando conectar ou separar de acordo com texturas, densidades ou espacialidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Dez anos antes, em 1958, Nova chegou a Bogot\u00e1, depois de morar em Bucaramanga, cidade da fam\u00edlia de seu pai. Estabeleceu-se na capital para estudar pianista no Conservat\u00f3rio Nacional de M\u00fasica, por\u00e9m, em 1963 concentrou-se na carreira de composi\u00e7\u00e3o. Pertence a esse per\u00edodo inicial da sua forma\u00e7\u00e3o Transi\u00e7\u00f5es (1964-1965), obra em que aparecem timidamente investiga\u00e7\u00f5es s\u00f3lidas que com o tempo se revelar\u00e3o sem reservas. Como explora\u00e7\u00f5es t\u00edmbricas envolvendo a harpa do piano ou resson\u00e2ncias atrav\u00e9s de diferentes usos do pedal. As temporalidades que permitem que o som se desenvolva para habitar e transformar o espa\u00e7o ao mesmo tempo que emergem estruturas r\u00edtmicas muito precisas.<\/p>\n<p>Ou a participa\u00e7\u00e3o de elementos aleat\u00f3rios que anunciam a instabilidade como disposi\u00e7\u00e3o essencial para a cria\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nova foi a primeira compositora a obter um diploma no Conservat\u00f3rio, o que n\u00e3o significa que antes n\u00e3o houvesse compositoras na atividade musical colombiana. Ao final dos estudos, em 1967, ganhou a bolsa para estudar no CLAEM. A partir desse momento, foram poucos os trabalhos que n\u00e3o envolvessem meios eletr\u00f4nicos. Para ela, os recursos eletroac\u00fasticos tiveram que ser integrados ao universo sonoro. a m\u00fasica. cria\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea sem mist\u00e9rios, como mais um material musical que pode dialogar organicamente com instrumentos ac\u00fasticos. Outra de suas obras \u201cDitellianas\u201d \u00e9 Resonancias 1 (1968, revisada no ano seguinte em Bogot\u00e1). Aqui o piano \u00e9 entrela\u00e7ado com sons eletr\u00f4nicos e \u00e9 constru\u00eddo sobre 7 estruturas com indica\u00e7\u00f5es t\u00edmbricas, sobretudo, cabendo a cada int\u00e9rprete a decis\u00e3o de como montar a obra, tendo apenas a dura\u00e7\u00e3o geral da obra como indica\u00e7\u00e3o temporal. Mais uma vez abra as portas do acaso para alimentar a imagina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na mesma linha de organiza\u00e7\u00e3o a partir da aleatoriedade est\u00e1 Assimetrias, composta em seu primeiro ano no CLAEM. O trabalho \u00e9 baseado em 7 estruturas que por sua vez cont\u00eam grupos que d\u00e3o lugar a diferentes possibilidades combinat\u00f3rias. Neste trabalho, como naqueles que envolvem aleatoriedade, os componentes fixos geralmente s\u00e3o os par\u00e2metros de altura e intensidade para que quem interpreta ou dirige tome decis\u00f5es. sobre os demais elementos e finalizar a composi\u00e7\u00e3o da obra. A sua proximidade com o acaso \u00e9 um aceno \u00e0 surpresa, ao desconhecido, \u00e0 curiosidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao revermos hoje a vida de Nova poder\u00edamos situ\u00e1-la tamb\u00e9m como artista sonora ou interdisciplinar; ao longo da sua carreira participou em pe\u00e7as de teatro, instala\u00e7\u00f5es sonoras e esculturas, num orat\u00f3rio e num filme. Por outro lado, v\u00e1rias das suas obras \u201cde concerto\u201d contam com a interven\u00e7\u00e3o de meios audiovisuais ou c\u00e9nicos.<\/p>\n<p>Para esta publica\u00e7\u00e3o decidimos incluir o som da m\u00fasica que ele comp\u00f4s para o filme Camilo el cura guerrillero, de Francisco Norden, pois nos aproxima da faceta de Nova relacionada ao contexto social e ideol\u00f3gico latino-americano do momento, ela conectou com a figura de Camilo Torres como personagem representativo dos discursos revolucion\u00e1rios atuantes na Am\u00e9rica Latina nas d\u00e9cadas de 60 e 70. A grava\u00e7\u00e3o da trilha sonora \u00e9 monof\u00f4nica e contrasta com as buscas pelo espacial que apareceram desde muito cedo em Nova (mesmo em obras ac\u00fasticas). ), portanto a proposta aqui apresentada n\u00e3o modifica os materiais timbricamente ou espacialmente, apenas alguns volumes interv\u00eam nas sobreposi\u00e7\u00f5es dos fragmentos pertencentes a diferentes cenas do document\u00e1rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nova vivia num ambiente hostil \u00e0 mudan\u00e7a, ao debate e \u00e0 discuss\u00e3o, hostil ao facto de ser uma mulher aut\u00f3noma e l\u00e9sbica. Empreendeu proezas que hoje a tornam pioneira, sem o ter proposto, apenas como resultado do compromisso, dedica\u00e7\u00e3o e paix\u00e3o de uma criadora com a sua sociedade. Jacqueline Nova morreu em Bogot\u00e1 de c\u00e2ncer \u00f3sseo. Sua morte tr\u00e1gica e precoce n\u00e3o s\u00f3 abreviou uma carreira em plena for\u00e7a criativa, como tamb\u00e9m afetou diretamente o desenvolvimento da m\u00fasica eletroac\u00fastica no pa\u00eds: ap\u00f3s sua morte houve um grande sil\u00eancio \u2013 perto de 15 anos \u2013 na cria\u00e7\u00e3o musical com m\u00eddia eletr\u00f4nica. Nova desafiou um ambiente conservador e sobreviveu sozinha. Numa pr\u00e1tica associada ao preconceito de ser executada por homens, foi uma mulher quem fortaleceu o uso das tecnologias na m\u00fasica colombiana. Apostas arriscadas que infelizmente custaram caro: o Nova foi rebaixado na \u00e9poca, mas seus ru\u00eddos conseguiram abalar e questionar as zonas de conforto do ambiente musical colombiano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O maravilhoso mundo das m\u00e1quinas<\/strong><br \/>\n<strong>Por Jaqueline Nova<\/strong><br \/>\n<strong>Publicado originalmente na Revista Nova, N\u00b04, Bogot\u00e1, julho-setembro de 1966<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Amplificadores, filtros, gravadores, microfones, cabos de audiofrequ\u00eancia, acoplamento universal, acoplamento de redu\u00e7\u00e3o, polias, entradas, sa\u00eddas, transformadores, osciladores, alto-falantes, controles, volume; elementos ajustados a uma determinada tens\u00e3o; movimentos ordenados sucessivamente; atrito; luzes que acendem; for\u00e7as que atuam; engrenagens m\u00f3veis; vibra\u00e7\u00f5es. Estamos aqui no n\u00edvel da experi\u00eancia.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta a\u00e7\u00e3o pr\u00e9-determinada permite-nos entrar em contacto com o exterior; com um mundo \u00abest\u00e1tico\u00bb (sem menosprezar o termo est\u00e1tico).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No momento de \u201creceber\u201d essa impress\u00e3o, o mundo est\u00e1tico ganha movimento; ele se torna diretamente participante de novas vibra\u00e7\u00f5es; de&#8230; \u201calgo desconhecido\u201d. As oscila\u00e7\u00f5es do p\u00eandulo ainda n\u00e3o completaram 50 anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse mundo est\u00e1tico ainda n\u00e3o capturou os par\u00e2metros das obras de Alban Berg. Wozzeck odeia a palavra \u201clangsam\u201d; Os outros a adoram e a seguir\u00e3o fielmente at\u00e9 que \u201cas m\u00e1quinas parem de funcionar\u201d. O movimento retr\u00f3grado ser\u00e1 sempre o seu lema; Diante do mundo dos valores, sempre ficar\u00e1 para tr\u00e1s.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta forma, j\u00e1 existente, n\u00e3o revela ao homem que ele se prepara para uma viagem interplanet\u00e1ria; ao indiv\u00edduo que espera dentro de sua c\u00e1psula espacial em: 4-3-2-1- zero!!&#8230; Mais claramente, ao \u201cindiv\u00edduo que vive no tempo\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Hoje \u201cvivemos\u201d num ambiente de tens\u00e3o; de velocidade; do n\u00e3o lento, A NEGA\u00c7\u00c3O DO LENTO &#8211; DO Im\u00f3vel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse mundo inerte n\u00e3o quer ouvir o som produzido pelo funcionamento de uma betoneira; de uma britadeira; de uma furadeira; da passagem de um Diesel. Os guindastes s\u00e3o simples conjuntos de ferro e nada mais; A poderosa travessia de um jato pelo espa\u00e7o \u00e9 ent\u00e3o uma chance?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Se entrarmos na c\u00e2mara onde est\u00e1 localizado um reator nuclear, h\u00e1 uma ideia de confinamento; Essa ideia, sendo semelhante \u00e0 que temos dentro de um elevador parado, impressiona-nos; mas pelas m\u00e1quinas que trabalham dentro da c\u00e2mara.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Absolutamente todos os seres humanos hoje usam uma m\u00e1quina x; diariamente. Mas eles n\u00e3o querem observar isso; ou sentem pavor ao parar na frente de um deles. Porque? Porque&#8230; \u00abat\u00e9 acordarmos depois de mortos, vemos que nunca vivemos realmente!\u00bb diz H. Ibsen. Por que, pergunto agora: o compositor de hoje, rodeado de m\u00e1quinas, \u00e9 olhado com curiosidade quando est\u00e1 prestes a trabalhar com algum objeto sonoro ou um gerador de alta frequ\u00eancia?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Terra est\u00e1 completamente submersa num campo magn\u00e9tico an\u00e1logo ao fornecido por uma faixa magn\u00e9tica situada sobre o seu eixo de rota\u00e7\u00e3o. Dentro desse campo magn\u00e9tico est\u00e1 o mundo das m\u00e1quinas, o mundo do compositor, do artista que se situa especificamente no momento atual. Fora desse campo, est\u00e3o os t\u00edmidos; aquele que n\u00e3o decide participar da nossa luta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esta repulsa do mundo inerte, pelos objectos e m\u00e1quinas que nos rodeiam, \u00e9 uma fixa\u00e7\u00e3o no passado, como forma de protec\u00e7\u00e3o; \u00c9 o medo do presente. Mais ainda, esse mundo quer tentar esquecer que vive \u2013 se \u00e9 que vive \u2013 na segunda metade do s\u00e9culo XX; Mas o que o consciente esquece, o inconsciente traz \u00e0 tona.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tudo isto obriga o nosso pensamento a parar no fant\u00e1stico poder produtivo de um mundo diferente: \u201co maravilhoso mundo das m\u00e1quinas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cria\u00e7\u00e3o da Terra &#8211; Ecos Pulsantes de Jacqueline Nova Por Ana Mar\u00eda Romano G. \u2013 Bogot\u00e1, 2022 &nbsp; Ao longo da cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Nova encontramos um grande fasc\u00ednio pela voz humana, pelos meios eletr\u00f3nicos e pelas combina\u00e7\u00f5es instrumentais mistas, ou seja, aquelas em que os instrumentais ac\u00fasticos se entrela\u00e7am com os meios eletr\u00f3nicos. 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