Etiqueta: Panamá

  • Monalisa e Rodrigo (Panamá) – Amor e inclusão aos nossos vizinhos – Mercado Musical Centro-Americano da Costa Rica

    Monalisa e Rodrigo (Panamá) – Amor e inclusão aos nossos vizinhos – Mercado Musical Centro-Americano da Costa Rica

    Título do projeto: Amor e inclusão aos nossos vizinhos
    Nome do artista/agrupação: Monalisa y Rodrigo
    País: Panamá
    Linha da convocatória: Apoio à circulação de profissionais da música
    Ano da convocatória: 2024

    O duo panamenho Monalisa y Rodrigo, formado em 2014, insere-se na tradição da canção popular latino-americana, na qual a autoria, a proximidade com o público e a dimensão narrativa da música ocupam um lugar central. Ao longo de sua trajetória, desenvolveram um perfil artístico atravessado por uma sensibilidade contemporânea em torno de temas como o amor, a diversidade e a inclusão, posicionando-se como uma das propostas de destaque na cena musical panamenha.

    Nesse contexto, o projeto Amor e inclusión a nuestros vecinos se concretizou por meio de sua participação no Mercado Musical Centro-Americano (CAMM), realizado em San José, Costa Rica, em junho de 2025, com apoio do Ibermúsicas. Mais do que um simples deslocamento para realizar um concerto, a proposta se estruturou como uma plataforma de intercâmbio: incluiu um showcase diante de programadores e agentes culturais, assim como a realização de uma oficina gratuita voltada a jovens, centrada na música como ferramenta de inclusão.

    O CAMM, concebido como um espaço para “fortalecer e dinamizar o setor musical nos países que compõem a América Central”, funcionou como um nó estratégico para a circulação regional. Nesse sentido, a presença de Monalisa y Rodrigo adquire uma dimensão particular: Panamá e Costa Rica, países vizinhos com histórias e dinâmicas culturais entrelaçadas, encontram nesse tipo de encontro um terreno fértil para a construção de redes e colaborações.

    O concerto —com a presença de mais de duzentas pessoas— permitiu ao duo apresentar seu repertório em um novo contexto, enquanto a oficina ampliou o alcance do projeto para uma dimensão pedagógica. Nesse espaço, não apenas compartilharam ferramentas técnicas —violão, composição, canto—, mas também propuseram uma reflexão sobre a música como espaço de encontro e possibilidade, especialmente para jovens em formação.

    Um dos resultados mais significativos do projeto foi, precisamente, a geração de vínculos. Os próprios artistas destacam ter conseguido “nos conectar muito bem com diversos artistas centro-americanos”, chegando inclusive a compor uma canção junto à artista salvadorenha Carol Hills. Soma-se a isso o contato com programadores que, após o concerto, resultou em uma proposta concreta para se apresentarem no Teatro Sánchez de Sucre, no Equador, em 2026.

    Nesse sentido, o projeto confirma a importância dos mercados musicais como dispositivos de articulação regional: não apenas possibilitam a visibilidade dos artistas, mas também ativam processos de colaboração que ultrapassam o evento pontual. Como afirmam, “foram tecidas várias redes para futuras colaborações”, evidenciando um impacto que se projeta para além da experiência imediata.

    O papel do Ibermúsicas mostra-se fundamental. O próprio duo o reconhece em dois níveis: por um lado, como um apoio econômico “crucial para poder realizar concertos fora do país”; por outro, como um reconhecimento que “é vital para nossa trajetória”.

  • La Tribu (Panamá) – Bila Burba: 100 anos de identidade e cultura – Turnê pelo Canadá, Estados Unidos e China

    La Tribu (Panamá) – Bila Burba: 100 anos de identidade e cultura – Turnê pelo Canadá, Estados Unidos e China

    Título do projeto: Bila Burba
    Nome do artista/agrupação: La Tribu
    País: Panamá
    Linha de convocatória: Apoio à circulação de profissionais da música
    Ano da convocatória: 2024

    O projeto Bila Burba, da agrupação panamenha La Tribu, parte de uma proposta musical concreta: uma fusão entre cantos, danças e instrumentos da nação Gunadule com gêneros contemporâneos como o rock e o jazz. Ativa desde 2010 e com base em La Chorrera, a banda desenvolveu uma linguagem própria dentro da etnofusão, na qual a dimensão sonora se articula com o uso de língua indígena, coreografias e uma encenação que combina elementos tradicionais e formatos atuais.

    A turnê Bila Burba: 100 anos de identidade e cultura foi organizada em torno da comemoração do centenário da Revolução Dule de 1925. Esse acontecimento, fundamental para a história do povo guna, aparece como eixo temático de um repertório que aborda questões como o território, a memória coletiva e a relação com a natureza. Nas palavras do próprio grupo, trata-se de “um momento de levantamento de nossas vozes musicais para falar sobre nossas lutas, nossos territórios”.

    O projeto se desenvolveu em um circuito internacional que incluiu apresentações em cidades como Toronto e Los Angeles. A isso se somou uma atividade formativa no International Indigenous Music Summit, em Toronto, onde a agrupação compartilhou aspectos de sua prática musical e cultural com outros artistas e públicos interessados em músicas indígenas contemporâneas.

    Mais do que se concentrar exclusivamente no concerto, a proposta também incorporou espaços de intercâmbio. As palestras e atividades formativas permitiram contextualizar a música dentro da história e da cosmovisão Gunadule, abrindo um diálogo com públicos que, em muitos casos, entravam em contato pela primeira vez com esse tipo de repertório. Nesse sentido, o projeto funcionou tanto como apresentação artística quanto como instância de mediação cultural.

    A trajetória prévia do grupo —com apresentações em países como Colômbia, México, Brasil e Japão— e suas colaborações com músicos internacionais, como Shea Welsh, explicam em parte a projeção desta turnê. Esses vínculos permitiram ampliar o alcance de sua música e gerar novos espaços de atuação, especialmente em circuitos onde as músicas de raiz dialogam com formatos contemporâneos.

    Um dos resultados mais concretos do projeto foi a ampliação de redes: a agrupação recebeu convites para retornar ao Canadá e participar de festivais nos Estados Unidos, além de abrir possibilidades de colaboração com músicos de outros países. Nesse sentido, a circulação não se limitou à turnê em si, mas deixou abertas novas instâncias de intercâmbio para o futuro.

    O apoio da Ibermúsicas foi fundamental para tornar possível este percurso. Como sintetiza o próprio grupo: “com os recursos da Ibermúsicas, alcançamos novos públicos, novos contatos e futuras colaborações”.

  • Pierre Boutet (Panamá) – Producción del tema “Quizás, quizás, quizás”

    Pierre Boutet (Panamá) – Producción del tema “Quizás, quizás, quizás”

    Título del proyecto: Producción del tema “Quizás, quizás, quizás”
    Nombre del artista/agrupación: Pierre Boutet
    País: Panamá
    Línea de convocatoria: Ayudas al sector musical para la circulación en Iberoamérica
    Año de convocatoria: 2022

    A canção “Quizás, quizás, quizás” é uma peça icônica da música latina, escrita em 1947 pelo compositor cubano Osvaldo Farrés. Farrés, um músico autodidata, compôs esta canção na sua terra natal, Cuba, e a sua obra tornou-se rapidamente um êxito internacional.

    “Quizás, quizás, quizás” tem suas raízes na tradição musical cubana, especificamente no bolero. O gênero romântico por excelência surgiu em Cuba no final do século XIX e caracteriza-se pelas suas letras emotivas e ritmo lento. “Quizás, quizás, quizás” reflecte esta influência, com uma melodia suave e um tema centrado no amor e na incerteza, ambos elementos do bolero. O seu sucesso deveu-se não só à beleza da composição, mas também à capacidade de Farrés para captar um sentimento universal de dúvida e saudade, o que permitiu que a canção ressoasse em públicos de diferentes culturas e línguas. Ao longo dos anos, “Quizás, quizás, quizás” tem sido interpretada por inúmeros artistas em todo o mundo, tornando-se um padrão da música popular.

    Músico originário da Cidade do Panamá, Pierre Boutet ganhou reconhecimento pelo seu trabalho na música pop e tropical. A sua carreira começou quando era muito jovem, tendo aulas de piano, guitarra e canto. Lançou vários álbuns que misturam gêneros como baladas, pop rock e ritmos tropicais. É conhecido pela sua capacidade de combinar música e elementos teatrais, o que se reflete nas suas produções audiovisuais e cénicas.

    No projeto apresentado ao Ibermúsicas, Pierre Boutet procurou reelaborar o clássico bolero cubano de Farrés, fundindo o tango e a habanera, dois géneros com raízes africanas comuns – entre outras influências identificáveis, como a música popular e a milonga, no caso do tango, e os ritmos africanos, com elementos da música espanhola, especialmente andaluza, no caso da habanera. Na sua nova versão, Boutet procurou explicitamente prestar homenagem às raízes latino-americanas e a dois géneros do continente que percorreram o mundo.

    A ajuda solicitada ao Ibermúsicas foi utilizada para a produção, realização do videoclip e gravação do single na Costa Rica, com a ajuda do produtor e arranjador Walter Flores. A Boutet juntou-se à equipa de produção – realizador, operador de câmara, assistente de produção e técnico de iluminação. Sobre esta experiência, Boutet destaca:

    “Foi uma viagem enriquecedora sob todos os pontos de vista. A possibilidade de realizar este tipo de projectos, com absoluta liberdade criativa graças ao apoio de organizações como o Ibermúsicas, e o facto de essas mesmas experiências nos permitirem partilhar e conhecer novos talentos em diferentes áreas, torna a criação artística muito mais relevante. Os objectivos traçados foram plenamente cumpridos, e estou particularmente feliz por ter podido contar com esta fonte de apoio, que recebo com profunda humildade e gratidão”.

  • La Tribu (Panamá) – Gira Abya Yala

    La Tribu (Panamá) – Gira Abya Yala

    Título del proyecto: Gira Abya Yala
    Nombre del artista/agrupación: La Tribu
    País: Panamá
    Línea de convocatoria: Ayudas al sector musical para la circulación en Iberoamérica
    Año de convocatoria: 2022

    Abya Yala é o verdadeiro nome dado pelos antepassados panamenhos e colombianos ao continente americano. É um termo de origem Kuna (ou Guna) que significa “terra em plena maturidade” ou “terra da vida”. É também uma forma de reivindicar e reconhecer a existência das civilizações indígenas e dos seus territórios antes da colonização europeia, propondo um nome próprio e indígena para o continente e sublinhando o carácter imanente de continuidade, união e resistência das culturas indígenas como forma de reconhecimento comum da sua história, cultura e direitos.

    Com este nome, a Banda la Tribu, um grupo de música indígena da nação Dule de Gunayala (Panamá), lançou uma digressão latino-americana de quatro concertos em Quito (Equador); Puerto Viejo (Costa Rica); Ibagué (Colômbia) e Aguascalientes (México). No âmbito desta digressão, os La Tribu combinaram a utilização de instrumentos próprios da região com ritmos contemporâneos, tendo anteriormente levado o seu folclore fundido não só a palcos como o Vive Latino (CDMX) e o Rock al Parque (Bogotá), mas também para além das fronteiras da América, como é o caso da sua digressão no Japão.

    “Abya Yala dá-nos a oportunidade de levar as nossas melodias ancestrais a espaços musicais e multiculturais, para fazer sentir a voz da nossa riqueza nativa, as canções dos nossos avós e as histórias dos nossos povos”.

    Nesta digressão, La Tribu teve a oportunidade de partilhar o palco com músicos de destaque da região, como Roco Pachukote, do México; Marimba Contemporánea, da Guatemala; Conjunto Tropidélico, de El Salvador; La Mafia Andina, do Equador ou Fundingue Vallenato, da Colômbia, entre outros.

    Abya Yala fez parte de uma extensa digressão pela América Latina que foi possível graças ao apoio do Ibermúsicas e do Ministério da Cultura do Panamá. O apoio do Ibermúsicas não só permitiu a La Tribu deslocar músicos e instrumentos pelos quatro países e concertos que fizeram parte da digressão, como também facilitou o contacto com músicos e instrumentistas da região, ligações que poderão dar frutos em futuras colaborações artísticas:

    “Como resultado desta digressão, pudemos colaborar com artistas do México e da Colômbia e contactar festivais como o International Indigenous Music Summit (Toronto) ou o Sancocho Fest em Tulua (Colômbia). Graças a este apoio, pudemos crescer como artistas e expandir os nossos contactos com a indústria musical latino-americana. O Ibermúsicas é um apoio fundamental, especialmente para grupos musicais como o nosso, que precisam de um impulso económico externo para levar a sua música para além das suas fronteiras”.

  • Ganadores Concurso Creación de Canción 2021 (Panamá)

    Ganadores Concurso Creación de Canción 2021 (Panamá)

    Monalisa, Jose Yau y Daniel Jácome han sido los ganadores por Panamá de la 8va edición del Premio Ibermúsicas a la Creación de Canción 2021

    En esta edición fueron recibidas 914 propuestas de toda la región en una gran demostración de la riqueza de nuestras músicas, la diversidad de los recorridos estéticos y las increíbles sonoridades de Iberoamérica. Todas las obras fueron presentadas bajo seudónimo y analizadas mediante un sistema de evaluaciones cruzadas por el cual un jurado, compuesto por destacadas y destacados artistas, periodistas musicales y productores fonográficos de un país, calificó las postulaciones presentadas por otra nación. En el caso de Panamá, las obras fueron evaluadas por un jurado de Costa Rica.

     

    Monalisa

    Monalisa es cantautora, actriz, directora y coach artística.  Egresada del London Drama Academy y de The College of William and Mary, Monalisa ha trabajado como actriz y música por más de 20 años. Su habilidad para tocar varios instrumentos le abrió muchas puertas en el mundo teatral en Washington, DC, donde participó en obras como actriz y música (Madre Coraje y Sus Hijos, junto a la dos veces ganadora del Golden Globe, Kathleen Turner, entre otros). En los Kennedy Center Honors ha compartido escenario con Heart, Jason Bonham, y James Taylor.

    Su canción “La Bomba” resultó ganadora del Concurso Creación de Canción 2021.

    “Primero nacieron las letras con guitarra sencilla. Luego, mi deseo de aprender producción musical me llevó a hacer una maqueta detallada la cual presenté al productor. Era importante tener mejor comunicación de mis ideas para el arreglo y así partir de un punto muy claro. También era importante para mi como mujer empezar a producir; hay muy pocas mujeres productoras y quiero cambiar eso”.

    “Una coincidencia de sucesos me llevó a escribir “La Bomba”. En mi propia familia había descubierto una indiscreción severa; además en Panamá se revelaron unos abusos sexuales y físicos en varios albergues de niños. “La Bomba” nació de querer darle voz a estos sucesos e influyó tanto a la letra como al mismo tono de la producción. Fui motivada por el deseo de que cualquier persona abusada pudiese escuchar “La Bomba” y sentirse validado. Fue un proceso doloroso y a la vez sanador”.

    Monalisa forma parte del dúo pop Monalisa & Rodrigo. Su último sencillo, “La Bomba” marca un nuevo despertar artístico y una convicción fresca para hablar de temas fuertes y necesarios. Sus sencillos anteriores son “Sin regreso” “Mil carreras”, “Todo y algo más” y “Todo los que quiero”. Sus discos editados son Querer y Poder (2018) y Juguete usado (2015). Como coach artística, Monalisa ayuda a sus estudiantes a manifestar la versión más auténtica de ellos mismos, apoyando y fortaleciendolos en sus búsquedas personales.

    “Ibermúsicas es un programa crucial para el crecimiento de cantautores y personas que escriben y producen su propia música. La industria de música original es muy difícil; saber que hay una organización que se toma en serio promover la canción original y apoyar a cantautores me marcó una meta a la cual apuntar, lo que en su turno me dio energía para continuar escribiendo. Cuando vi que fui una de las ganadoras, sentí un agradecimiento tan profundo que hicieron que todos los años de dolor y trabajo valgan la pena”.

    CANCIÓN GANADORA

     

    Jose Yau

    Jose Yau  nació  en la  ciudad de Panamá. Encuentra en las canciones una manera de expresar cómo siente el mundo que le rodea. En 2015 hace su debut como cantautor con el proyecto Sofar que realiza conciertos a nivel mundial para artistas emergentes. Grabó sesiones en el reconocido canal de cantautores Sesión de Micro Abierto en Valencia España. Para el 2021 hace su debut oficial en plataformas digitales con la canción “En una isla”. Actualmente trabaja en la producción de un EP con canciones nacidas en Bocas del Toro donde reside.

    Su canción “La Esperanza” resultó ganadora del Concurso Creación de Canción 2021.

    “El proceso de escritura para La Esperanza fue directo y fluido; había pasado un año desde que inició la pandemia, estaba viviendo en una isla donde tengo ubicada la cafetería que tocaba rescatar. Llegaron unos amigos por su taza y la letra empezó a llover. En cuanto a la composición musical está influenciado por el Caribe. En específico por ritmos de Cuba como el Son y el Guaguancó. Empecé intentando meter una armonía con la guitarra en la clave 3 2 y 2 3. Luego fue naciendo la melodía y la letra casi como mellizas. La canción estaba lista en dos días tal y como la mandé al concurso. Era vital que a nivel musical también tuviera un aire alegre y de esperanza”.

    “El Programa Ibermúsicas  me parece importante tanto para compositores como para la audiencia. Para mí es la primera vez que recibí un “premio” por una obra de mi autoría. Esto me llenó de orgullo y ganas de seguir componiendo. Como audiencia me da la oportunidad de escuchar más canciones que tal vez sin este tipo de ayuda sería muy difícil.”

     

    CANCIÓN GANADORA

     

    Daniel Jácome

    Daniel Jácome es un cantautor y productor panameño caracterizado por el uso de recursos e influencias del folk, jazz, post rock, indie y música latinoamericana. En la música de Daniel Jácome, las texturas, sonidos e instrumentación tienen un papel igual de importante como la letra y la composición. Esto hace de su trabajo una experiencia sonora con un amplio bagaje de emociones. Ha colaborado en canciones propias y producciones junto a artistas como Carlos Méndez, Némula, Delio, Jose Yau y otros. Ha participado en festivales internacionales como el Fiura en Cali, Colombia, el Festival Tesituras en Medellín, Colombia y en festivales virtuales en China.

    Su canción “El Golpe Avisa” resultó ganadora del Concurso Creación de Canción 2021.

     “La frase que le da nombre a la canción, “El Golpe Avisa”, la tenía en mi cabeza durante meses. Siempre regresaba a mí como si me estuviese pidiendo hacerla canción.En cuanto supe sobre la convocatoria de Ibermúsicas sabía que era el momento indicado para componer algo alrededor de esta frase.Tomando en cuenta la naturaleza del concurso, decidí salir un poco de mi comodidad y arriesgarme a escribir una letra bastante extensa para mi promedio, sentía que era la oportunidad de empujar esas barreras y aprovechar la frase “El Golpe Avisa” para hacerle justicia. Al momento de darle una estructura y trabajar la composición era consciente de que la canción y su concepto me iban a pedir momentos de tensión, sin dejar a un lado la importancia de utilizar una estructura que funcione como sencillo, como single”.

    “Canciones Para Cada Día” (Álbum, 2018), es  la primera producción discográfica de Daniel Jácome y cuenta con un repertorio de doce canciones de su autoría, producidas en forma independiente. Fue mezclado en parte por Miguel Ortiz y Masterizado en los estudios Stardelta, Inglaterra. “Como Una Flor” (Sencillo, 2019) cuenta con la participación del cantautor panameño  Carlos Méndez.  “Dicotomía” (EP, 2021)  marca un cambio ambicioso en la estética musical de Daniel, experimentando con nuevos sonidos, samples y estructuras. Fue grabado y producido en Ciudad de Panamá con la colaboración de artistas como Némula, quien participa como feature en “Voy” en las voces y sintetizadores.

    “El Programa Ibermúsicas me parece es una de las plataformas de crecimiento más completas que existen hoy en día en Iberoamérica. Algo que, a mi parecer, hay que resaltar, es lo accesible que resulta para artistas de todo nivel o desarrollo. Por lo tanto un músico tiene la posibilidad de aplicar y ganar sin la necesidad de tantos recursos”.

     

    CANCIÓN GANADORA

  • Co-Creando la Nueva Industria Musical – La Movida Emprendedora

    Co-Creando la Nueva Industria Musical – La Movida Emprendedora

    Liderazgo Personal y Creativo para Artistas, Gabriela Pellegrino Co Creando, Día 1

    Innovación y Diseño de Futuro, Elena Espinal Co Creando, Día 1

    Pensamiento Creativo para expandirte, Facundo Arena Co Creando, Día 2

    Tendencias y Cruce de Disciplinas Música con otras industrias Co Creando, Día 2

    Neuroabundancia Potencia tu conexión con el dinero y la riqueza, Claudia Donoso Co Creando, Día 3

    De la visión a la ejecución, Marieva Vegas Carbonell Co Creando, Día 3

    Elaborando tu plan de Internacionalización, Claudia Pereira Obando Co Creando, Día 4

    Networking cómo sacarle el jugo a tus contactos, Luis Fernando Moncada Co Creando, Día 4